Cativante
Nosso Chat
Deixe seu recado aquí:
quarta-feira, maio 27

Sérgio Godinho - Ouro Preto
Ouro Preto foi na nuvem transportada
agora não chovia ainda em Minas
mas já a grande mão ali pousava
a mão que moldaria nas colinas
Ouro Preto
Eu vi no ar brilhante a trajectória
das chuvas que trouxeram quantidade
de gestos, arquitectos da memória
aos poucos pondo o rosto na cidade
de Ouro Preto, Ouro Preto
O líquido suspira pela terra
formando gota o casario
as formas que a paisagem não encerra
são corpos que na tarde acaricio
em Ouro Preto, Ouro Preto
Sentado na soleira desmaiado
uni-me com a estátua que me beija
a mão que me talhou, do Aleijado
sentou-me incandescente em sua igreja
Raiz que reconheço também minha
ou âncora por vezes já sem nó
eu chego aqui como antes já não vinha
em Ouro Preto eu não me sinto só
Ouro Preto, Ouro Preto
___________________________________________________________________
Esta letra foi retirada do site Letras.mus.br
Carlos Drummond de Andrade

RECOMEÇAR
Não importa onde você parou.
Em que momento da vida você cansou...
O que importa é que sempre é possível e
necessário “recomeçar”.
Recomeçar é dar uma nova
Chance a si mesmo...
É renovar as esperanças na vida
e, o mais importante ...
Acreditar em você de novo
Sofreu muito neste período?
Foi aprendizado ...
Chorou muito?
Foi limpeza da alma ...
Ficou com raiva das pessoas?
Foi para perdoá-las um dia ...
Sentiu-se só por diversas vezes?
É porque fechaste as portas até para os anjos...
Acreditou em tudo que estava perdido?
Era o inicio de tua melhora...
Onde você quer chegar?
Ir alto?
Sonhe alto...
Queira o melhor do melhor...
Se pensamos pequeno...
Coisas pequenas teremos...
Mas se desejarmos fortemente o melhor e
principalmente lutarmos pelo melhor...
O melhor vai se instalar em nossa vida.
Porque sou do tamanho daquilo que vejo.
E não do tamanho da minha altura.
Carlos Drummond de Andrade

TESTAMENTO
Alferes de cavalaria, meus pertences são poucos; não peneirei o ouro nos córregos de Vila Rica. Nem descobri diamantes nas lavras do Tejuco. Minha riqueza é diversa e meu legado é de idéias. Que não pagam o quinto, nem se perdem com o tempo. Idéias livres, germinando entre os homens. Idéias que a própria morte não apagará.
À Gonzaga, deixo os campos do exílio, o consolo do verso, a tristeza de Marília.
À CLáudio Manuel da Costa, deixo a cela da prisão, e o fim prematuro, em circunstâncias duvidosas...
À todos os outros, deixo o degredo perpétuo. Longe das montanhas, sem pátria e sem família.
Á Peixoto, deixo Bárbara Heliodora sob forma de lembrança, transfigurada em saudade.
Aos homens do futuro deixo meu corpo dividido.
Uma bandeira vermelha e branca.
Uma frase em latim.
E as idéias, os ventos da liberdade...
segunda-feira, março 2
segunda-feira, fevereiro 16
Assinar:
Postagens (Atom)













